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Para obter um retorno próximo (ou superior) aos 14,25% da Selic, o investidor deve descobrir o prazo de que dispõe, além de pesquisar sobre as aplicações

Para obter um ganho superior ao da poupança na aplicação mensal acima de R$ 30 e de R$ 1 mil, o pequeno investidor deve estipular um prazo para deixar o dinheiro rendendo, de acordo com os objetivos e o patrimônio, além de entender as regras das aplicações financeiras que oferecem rentabilidade de dois dígitos ao ano, seus custos e impostos.

Em geral, quem só pode poupar um pouco a cada mês e não quer aplicar na caderneta de poupança acaba tendo acesso a aplicações financeiras de custo elevado e com incidência de impostos.

Um exemplo clássico disso são os fundos de investimentos de bancos, que cobram taxa de administração. Agora, com a nova classificação, há a opção do fundo simples, de custo reduzido, que vale a pena o investidor conferir em seu banco de relacionamento.

Afora disso, restam como alternativas os títulos públicos e privados, que têm incidência de Imposto de Renda (IR), mas oferecem um rendimento bruto de dois dígitos, seja por terem como referência a Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa praticada entre bancos). 

O pequeno investidor que pode aplicar a partir de R$ 30 por mês deve considerar os títulos públicos do Tesouro Nacional. Com esta quantia, ele pode comprar um pedaço de títulos como os prefixados (taxa predeterminada no ato da compra) e os que pagam uma taxa de juros mais a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A opção mais conservadora para quem acha que pode precisar resgatar o valor aplicado antes do vencimento - no caso, 2021 - é o título que paga a variação da Selic, cujo valor mínimo de aplicação estava em R$ 73,00 no dia 23 de outubro.

O título prefixado carrega o risco de a taxa oferecida atualmente, em torno de 15% ao ano, ser menor do que a Selic na época do resgate, ou seja, em suas datas de vencimento em 2018 e 2021 – o que fará o investidor deixar de ganhar mais.

Se precisar do dinheiro antes desse prazo, poderá receber menos pois precisará vender o título pelo que o mercado está disposto a comprar naquele momento.
Assim como o prefixado, o título que rende juros mais a inflação (Tesouro IPCA) tem uma variação em seu valor ao longo do período até o vencimento e, assim, pode trazer algum tipo de perda para o investidor que precisar resgatar o dinheiro antecipadamente.

A maneira de resgatar o dinheiro antes do vencimento é vendendo o título no mercado secundário, o que em tese pode ser feito todos os dias no site do Tesouro Direto. "É preciso ficar atento porque apesar dessa promessa, há dias em que não é possível sacar por meio do site, e não há explicação", diz Mauro Calil, especialista em investimentos do Banco Ourinvest.

Por causa da volatilidade nas taxas dos títulos, tem ocorrido com frequência a suspensão nas negociações no site. Em uma semana, por exemplo, isso ocorreu em alguns horários nos dias 21, 22 e 23 de outubro.

O título que paga a variação do IPCA mais juros de cerca de 7% ao ano é o mais indicado para quem quer fazer uma poupança de longo prazo, já que este é o valor que o investidor receberá se sacar apenas nos vencimentos, que estão programados atualmente para 2019, 2020, 2024, 2035 e 2050.

"A recomendação para quem tem prazo curto é investir no Tesouro Selic. Que tem prazo longo, no título que acompanha o IPCA", diz Rodolfo Olivo, professor de finanças da graduação e mestrado da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Fonte: Diário do Comércio - 24/10/2015

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