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Horário de verão muda mapa de fusos horários no Brasil; veja

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O horário de verão não só adiantou os relógios em uma hora em 10 estados e no Distrito Federal, como também alterou o mapa de fusos horários do Brasil. Veja GIF ao lado

O país permanece com 4 diferentes fusos, mas agora foi alterada a composição dos estados e regiões do país que utilizam cada uma das horas legais. O horário diferenciado vai durar até o dia 21 de fevereiro de 2016.

Pela legislação em vigor, o horário de verão vigora nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

Com o horário de verão, 8 estados mais o DF passaram a integrar o fuso horário mais adiantado do país (caracterizado pela hora de Greenwich menos 2 horas), que até então só reunia os arquipélagos de Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, e as ilhas de Trindade e Martom Vaz.

Já Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mesmo com a adoção do horário de verão, permanecem uma hora atrás do horário de Brasília, mas agora passam a integrar o mesmo fuso horário do Nordeste e do Pará e Amapá.

O terceiro fuso horário passa a reunir agora somente os estados de Roraima, Rondônia e a maior parte do Amazonas.

O quatro fuso horário segue igual, reunindo apenas o Acre e a parte do Amazonas localizada na região do município de Tabatinga. A diferença é que agora a região está 3 horas atrás do horário de Brasília, e não mais 2 horas.

O mapa dos fusos horários brasileiros segue as definições estabelecidas pela Lei n° 11.662, de 24 de abril de 2008, atualizadas pelo decreto 12.876, de 30 de outubro de 2013. O site do Observatório Nacional disponibiliza uma tabela para consulta do horário de cada estado em referência à hora de Greenwich (UTC/GMT).

O governo federal estima que irá economizar cerca de R$ 7 bilhões com a adoção do horário de verão. O valor diz respeito aos investimentos que precisariam ser feitos no sistema elétrico caso a mudança de horário não fosse adotada. Neste caso, seria necessário atender a uma demanda adicional de 2,6 mil megawatts (MW) no período, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Entre os objetivos está a redução da demanda durante o horário de pico, que vai normalmente das 18h às 21h. Com o horário de verão, a iluminação pública, por exemplo, é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo da indústria e do comércio.

O governo explica que o horário de verão possibilita a ampliação do período de maior consumo, reduzindo o volume de carga de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição num mesmo momento, o que reduz os riscos de apagões.

Expectativa de redução do consumo
A expectativa é chegar a uma redução média de 4,5% na demanda de energia no país no horário de maior consumo, com economia de 0,5% durante todo o período do horário de verão. Os patamares são os mesmos do que os registrados em anos anteriores.

Conforme o Ministério de Minas e Energia, a economia equivale, aproximadamente, ao consumo mensal de energia de Brasília (DF), que tem 2,8 milhões de habitantes, ou à metade do consumo mensal de uma cidade como Curitiba (PR), cuja população é de 1,7 milhão de pessoas.

Esta é a 40ª edição do horário de verão no país. A primeira vez ocorreu no verão de 1931/1932.

Segundo as pesquisas, o horário de verão pode afetar o tempo de prática de atividades físicas, no número de acidentes de carro e até no período em que funcionários passam navegando na internet de forma improdutiva durante o expediente.

Fonte: G1 - 19/10/2015

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