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Dólar recua mais de 1% e fecha a R$ 4,02, com decisão sobre juros e eleições

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O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (26), após subir a R$ 4,09 mais cedo, com o mercado financeiro de olho em pesquisas eleitorais e depois de o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) subir as taxas de juros e deixar praticamente inalterados os próximos passos da política monetária.

A moeda norte-americana caiu 1,34%, vendida a R$ 4,0275. Na mínima do dia, chegou a ser negociada a R$ 4,0101; e na máxima, a R$ 4,0938. Veja mais cotações.

O Fed decidiu nesta quarta-feira elevar a taxa de juros pela terceira vez no ano, saindo do intervalo de 1,75% a 2% ao ano para a faixa de 2% a 2,25%. A alta já era esperada pelo mercado.

O Fed deve subir os juros mais uma vez este ano, na reunião da dezembro. E deve promovar mais três altas em 2019.

"Ao Federal Reserve, em território relativamente desconhecido, resta seguir em diante com a normalização das taxas de juros, de modo a evitar uma surpresa inflacionária além do controle, sem, no entanto, travar o atual ritmo da economia", afirmou a gestora Infinity em relatório.

Com taxas mais altas, os Estados Unidos se tornam mais atraentes para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

Pesquisas eleitorais também estão no radar dos investidores, apontando para um cenário com candidatos mais comprometidos com as reformas sem tração na corrida presidencial.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até US$ 9,265 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Novo patamar e perspectivas
A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.


A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,83 para R$ 3,90 por dólar, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,75 para R$ 3,80 por dólar.

Fonte: g1.globo | 27/09/2018

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