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Busca do Google faz 20 anos e fica mais inteligente com novas funções

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Já fez alguma pesquisa no Google hoje? Em 2018, a ferramenta de buscas do Google faz 20 anos e a companhia aproveitou a ocasião para anunciar a chegada de novos recursos, em um evento nesta terça-feira (22). Agora, a pesquisa está mais inteligente e os usuários têm acesso a mais tópicos relacionados à sua busca para que possam continuar explorando aquele tema.

As novidades têm a participação dos engenheiros baseados em Belo Horizonte e fazem parte de um conjunto de funções na qual o gigante da internet vem trabalhando para melhorar a experiência dos usuários. A seguir, veja como fica a ferramenta e descubra algumas curiosidades sobre essas duas décadas de história.

Jornada em tópicos relacionados
Desenvolvido por engenheiros do escritório de Belo Horizonte, o novo recurso já estava em teste nos Estados Unidos desde dezembro de 2017 e agora chega para os brasileiros. Com a novidade, ao pesquisar um tópico específico, o usuário verá, logo no topo da página, sugestões relacionadas àquele tema. A ideia é que o buscador possa antecipar futuras pesquisas baseado nas consultas anteriores. Por exemplo, se você procurar por "Neymar" e, depois, por "Messi", receberá recomendações de outros jogadores.

Painéis de conhecimento aprimorados
Os painéis de conhecimento são aqueles quadros que aparecem no resultado das buscas com informações sobre o tópico pesquisado. A novidade é que agora eles estão mais inteligentes e as sugestões de conteúdos relacionados passam a aparecer dentro dos resultados de uma pesquisa. Por exemplo, ao pesquisar por "surf", o usuário verá informações sobre esportes relacionados, como snowboard e kitesurf.

Snippets em destaque
Outra novidade desenvolvida no Brasil, o snippet é um destaque especial no topo da página que reúne um resumo da resposta e um link para a página da web da qual aquele trecho foi extraído. A partir de maio, a ferramenta agora será capaz de exibir resultados mais eficientes quando o usuário relacionar dois termos na pesquisa.

Por exemplo, ao pesquisar por "Daniel Alves e Neymar", o usuário verá conteúdos sobre os dois jogadores juntos. Já uma busca por "Ivete Sangalo cabelo" trará resultados mais específicos sobre os cabelos da cantora e não coisas genéricas sobre ela. A ideia é que a pesquisa possa contextualizar melhor o resultado (incluindo imagens) daquele tópico.

História e evolução da busca do Google
A ferramenta de busca é fruto da ideia de dois estudantes de pós-graduação que queriam reunir em um único lugar todo conhecimento existente na Internet, mas que fosse capaz de exibir os resultados mais relevantes para cada usuário. Assim, Larry Page e Sergey Brin criaram, em 4 de setembro de 1998, o buscador Google.

Seu grande diferencial foi a ferramenta chamada PageRank. Graças a ela, foi possível organizar os milhões de links disponíveis na web para entregar às pessoas aqueles que melhor respondem a sua dúvida. Hoje em dia, o algoritmo do Google leva em consideração mais de 200 critérios ao oferecer os resultados de busca. Isso inclui, por exemplo, a localização do usuário e até mesmo a autoridade dos sites que oferecem respostas.

No caso das buscas pelo celular, o Google leva em consideração o design dos smartphones, já que possuem tela menor; a localização dos usuários, que muda o tempo todo; a conexão mais lenta com a Internet e a dificuldade para digitar. Por isso, muitas vezes o buscador acha mais relevante exibir a informação buscada em forma de um card do que apenas links.

Apesar de toda evolução da busca, os engenheiros do Google fazem questão de destacar que o Google Search não é um produto que está pronto, ao contrário, está sempre em se aprimorando. Um exemplo curioso citado pelos executivos se refere à busca por "resultado do jogo do bicho". O termo é procurado com frequência pelos usuários, mas o site não consegue responder.

Parcerias inusitadas
O Google vem trabalhando com outras companhias para melhorar os resultados das buscas. No carnaval deste ano, por exemplo, a gigante de buscas se juntou às prefeituras de algumas cidades brasileiras para que a ferramenta fosse capaz de exibir informações relevantes (para foliões ou não) sobre a festa. Dessa forma, era possível consultar os eventos e blocos de cada lugar, assim como os bloqueios no trânsito e alterações no transporte público.

Até aí, tudo bem, já que essas parcerias entre empresas são algo comum. O curioso é que elas acontecem em situações inusitadas e trágicas, como no terremoto que atingiu o México em 2017. Nesse caso, a busca exibia um box com informações e alertas sobre o desastre, como as áreas afetadas, informações oficiais e últimas notícias, além de dicas das equipes de resgate.

Esportes
As buscas relacionadas a esportes também têm grande relevância no site. Por conta disso, a companhia anunciou que vai expandir a experiência oferecida no futebol para outros esportes. No caso do Brasil, a empresa observou um interesse dos usuários por lutas e, por isso, garantiu que vai lançar em breve uma busca mais completa para essa modalidade. Além disso, o Google também prometeu novidades na ferramenta para a Copa do Mundo.

Google Assistente e a busca por voz
O grande número de pesquisas feitas pelo celular foi um dos motivadores da busca por voz. A companhia aposta no Google Assistente para ajudar o usuário na realização de tarefas diárias, sem precisar ficar digitando tudo no smartphone. Por isso, o assistente pessoal está diretamente associado a ações, como ligar, tocar e fazerl. A ferramenta está instalada em mais de 400 milhões de dispositivos no mundo e é responsável por entre 5% e 10% das buscas diárias.

Doutor Google
Por mais estranho que isso possa parecer, muita gente utiliza a busca do Google para ter informações sobre doenças. Por exemplo, ao sentir alguma dor, a pessoa pesquisa por aquele sintoma para ter uma ideia de qual é o seu problema. Por conta disso, a companhia fez parcerias com hospitais no mundo para que eles ajudem a validar esses "diagnósticos" online. Aqui no Brasil, a curadoria desse tipo de conteúdo é feita em parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Segurança
Para exibir resultados tão assertivos e tão pessoais, parece óbvio que o Google sabe muita coisa sobre as nossas vidas, certo? Sim, a empresa admite ter diversas informações dos usuários, mas garante que ninguém tem acesso a esses dados. Todas as informações que podem ser usadas para identificar os usuários como pessoas são removidas antes que os engenheiros da companhia tenham acesso a elas.

Outras curiosidades do buscador:
 - O tempo aproximado para o Google encontrar a resposta de uma busca é de 0,25 segundos.
 - 50% de todas as buscas acontecem pelo celular.
 - 15% das buscas diárias são inéditas.
 - O Google já encontrou 130 trilhões de endereços na web.

Fonte: TechTudo | 22/06/2018

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