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Nova ferramenta do Tesouro Direto vai fazer simulações e sugerir título a investidor

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O Tesouro Direto, programa criado em 2002 e que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, oferecerá a partir da próxima quinta-feira (21) nova ferramenta para ajudar o investidor a decidir onde aplicar seu dinheiro.

Trata-se de um simulador que permitirá fazer comparações entre os títulos públicos à disposição, além de compará-los com outras aplicações como poupança, CDB, LCI/LCA e fundo DI.

De acordo com o governo, o objetivo é dar "autonomia e poder de escolha para o investidor", que vai poder identificar rendimentos e vantagens de cada um deles.

A ferramenta estará diponível por meio do site do Tesouro Direto, mas, em um primeiro momento, não será liberada no aplicativo do programa. Isso deve acontecer somente no início de 2018.

A mesma ferramenta vai oferecer ao investidor sugestão de aplicação em títulos públicos, com base no perfil indicado pela própria pessoa. Isso será possível por meio do preenchimento de um questionário:

 1. O que pretende conquistar (aposentadoria, casa, estudos, automóvel, pé de meia e férias, por exemplo)?

 2. Qual o prazo da aplicação (resgate a qualquer momento; de 3 a 9 anos, ou a partir de 10 anos)?

 3. O que prefere saber (quanto vai ganhar, ou preservar o poder de compra, garantindo rentabilidade acima da inflação)

 4. Como prefere receber a remuneração (semestralmente ou no fim da aplicação)

Após responder a essas perguntas, a ferramenta financeira oferecerá os títulos considerados mais "adequados" aos objetivos do poupador - que poderá simular uma aplicação.

Neste momento, o investidor deverá informar quanto pretende investir (podendo ser um aporte inicial, ou vários mensais) ou quanto quer receber (com simulações de um investimento único, ou valores mensais).

Será exibido, a partir de então, o rendimento do título público indicado e de outras aplicações: poupança, CDB, LCI/LCA e fundo DI). O resultado poderá ser enviado por e-mail.

Campanha de educação financeira

Nesta segunda-feira (18), o Tesouro Nacional lança a campanha "Transformação pelo conhecimento", com o objetivo de reforçar a importância da educação financeira para uma decisão racional e independente na hora de investir. A campanha será veiculada pelo site da instituição e nas redes sociais.

"Faz parte dessa campanha o lançamento de 4 mil vagas do curso online oferecido sobre o programa pela Esaf [Escola de Administração Fazendária] apenas em setembro. Serão mais 2 mil em outubro e outras 2 mil vagas em novembro", informou o Tesouro.

Mais de 1, 5 milhão de investidores cadastrados

Em julho deste ano, o Tesouro Direto superou a marca de 1,5 milhão de investidores cadastrados. Já o número de investidores considerados "ativos" somou 520.624 no mês retrasado.

O saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 47,3 bilhões em julho, um aumento de 1% em relação a junho (R$ 46,7 bilhões) e de 42,3% quando comparado com o junho de 2016 (R$ 32,8 bilhões).

No Tesouro Direto, assim como nos fundos de investimento, há cobrança do Imposto de Renda. A aliquota do IR é regressiva em ambos os casos. Ou seja, quanto mais tempo os recursos ficam aplicados, menor será o IR pago pelo investidor.

Para aplicações de até seis meses, a alíquota do IR é de 22,5%, caindo para 20% entre seis meses e um ano. Se o prazo da aplicação superar um ano, mas for retirada antes de completar o segundo ano, o IR fica em 17,5%. Acima de dois anos de prazo, a alíquota é de 15%.

Em dezembro, o governo anunciou o lançamento de um aplicativo oficial do Tesouro Direto, pelo qual os investidores podem realizar as principais transações, como investimentos, resgates, agendamentos e consultas de extratos, além da ampliação do horário de resgate (venda) dos papéis, entre outras facilidades.

Fonte: g1.globo

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