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Alta da gasolina vale a partir de hoje, em 5 dias subiu 10,5%

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A partir de hoje, dia 5, começa a valer o reajuste de 3,3% anunciado pela Petrobras ontem. Na semana passada a companhia já havia anunciado reajustes de 4,2% e 2,7% para a gasolina, com os preços incidindo todos em setembro. No mês, a alta da gasolina nas refinarias é de 10,5%.

No diesel, o reajuste anunciado nesta segunda-feira foi marginal, de 0,1%. Antes o combustível havia subido 0,8% e 4,4%.

A nova elevação nos preços da gasolina em suas refinarias, que passam a acumular alta de mais de 10% em poucos dias de setembro. A explicação é a passagem do furacão Harvey pelos Estados Unidos na semana passada, que levou ao fechamento de refinarias e a uma disparada nos valores de referência. O preço não é repassado imediatamente para as bombas.

A estatal disse em comunicado que o novo reajuste foi decidido por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), convocado quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7% para cima ou para baixo em um único mês.

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis) explica que o preço na bomba dos postos depende do valor cobrado pelas distribuidoras, que são as principais impactadas pela alta nas refinarias. Veja a explicação da representante dos postos de combustíveis.

"A Fecombustíveis não se pronuncia sobre o impacto do preço na bomba. Os preços dos combustíveis no Brasil são livres, e a cadeia é complexa. Os postos não compram combustíveis das refinarias, compram das distribuidoras. As distribuidoras, por sua vez, compram das refinarias e arcam com outros custos como fretes, custos do etanol anidro, que é misturado à gasolina, e os custos do biodiesel, que são adicionados à mistura do diesel. Sem contar que a formação de preços dos combustíveis embutem impostos estaduais e federais. Portanto, a relação de preços das refinarias da Petrobras não é direta para o consumidor. Os custos dos combustíveis vendidos aos postos dependem do valor que compram combustíveis das distribuidoras".

Impactos do furacão

Em nota divulgada ontem, a Petrobras explicou que na última semana, "em face dos impactos do furacão Harvey na operação das refinarias, oleodutos, e terminais de petróleo e derivados no Golfo do México, os mercados de derivados sofreram variações intensas de preços".

Apesar da convocação do grupo de preços para autorizar reajustes logo no início do mês, a Petrobras afirmou que a avaliação dos executivos do GEMP é de que a companhia tem conseguido praticar valores adequados às volatilidades dos mercados de derivados e do câmbio.

Especialistas do mercado já apontavam que os efeitos do Harvey deviam pressionar a Petrobras a novos reajustes na gasolina, devido às promessas da companhia de não praticar preços abaixo da paridade internacional.

Os impactos da tempestade nos EUA, no entanto, começam a ser dissipados nesta semana, com refinarias retomando lentamente suas atividades. Os preços de referência da gasolina nos Estados Unidos caíam cerca de 4% nesta segunda-feira para os níveis mais baixos desde 25 de agosto, quando o Harvey atingiu o continente.

Fonte: noticias.r7.com

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