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Presidente do BC diz que perseguirá inflação baixa e estável

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O controle da inflação reduz as incertezas sobre a economia e promove a justiça social, disse o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Nesta segunda-feira (13/06) ele recebeu o cargo do ex-presidente do órgão, Alexandre Tombini.

Goldfajn disse que trabalhará para retomar o chamado tripé macroeconômico, formado por responsabilidade fiscal, manutenção da inflação e câmbio flutuante.

No discurso de posse, ele disse que as únicas missões da autoridade monetária são manter o poder de compra da moeda e a estabilidade do sistema financeiro. O presidente do banco refutou a ideia de que mais inflação gera mais crescimento. 

“Vamos perseguir uma inflação baixa e estável. Essa é a primeira contribuição do Banco Central para a sociedade brasileira, especialmente para camadas menos favorecidas, que mais sofrem com a perda do poder de compra da moeda”, declarou.

Para Goldfajn, a manutenção da inflação em níveis baixos ajuda a reduzir as incertezas em relação à economia e a melhorar o ambiente de negócios, resultando na ampliação do emprego e da renda. 

Ele disse que está empenhado em substituir a nova matriz econômica, como foi chamada a política econômica que vigorou nos últimos anos, caracterizada pela redução de juros, por medidas de estímulo ao crédito e por incentivos fiscais. 

“Há consenso de que a nova matriz econômica deve ser substituída pelo bom e velho tripé macroeconômico. Foi esse sistema que permitiu ao Brasil ascender num passado não muito distante”, disse.

Para Goldfajn, é falsa a ideia de que inflação mais alta gera mais desenvolvimento econômico. “Nossa história recente mostra que crescimento da inflação não fomenta o desenvolvimento, pelo contrário, desorganiza a economia, reduz investimentos e tem impacto sobre o emprego e a renda”, afirmou.

Diretor de Política Econômica do Banco Central entre 2000 e 2003, Goldfajn participou da criação do regime de metas de inflação, em vigor até hoje. Segundo ele, a autoridade monetária estará empenhada em trazer a inflação oficial para o centro da meta, atualmente em 4,5%, mas não deu prazo de quando isso deve ocorrer.

“Os limites de tolerância servem para acomodar choques que não permitem retorno da inflação ao centro da meta em tempo hábil. É importante que as expectativas indiquem, no presente, trajetória de convergência da meta em futuro não muito distante. Em caso de persistentes choques, essa trajetória precisa ser crível”, disse.

MEIRELLES
Responsável por conduzir a cerimônia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também relacionou a baixa inflação à melhoria na distribuição de renda. “A inflação elevada e volátil corrói a renda e penaliza as camadas mais pobres da população. A inflação baixa é pré-resquisito para o crescimento sustentável”, disse.

Ao receber o cargo, Goldfajn anunciou quatro novos nomes para a diretoria do Banco Central. Carlos Viana de Carvalho será o novo diretor de Política Econômica. Reinaldo Le Garzie, substituirá Aldo Luís Mendes na Diretoria de Política Monetária. O novo diretor de Assuntos Internacionais será Tiago Berriel. A Diretoria de Relacionamento Institucional e Cidadania ficará a cargo de Isac Sidney Ferreira, atual procurador-geral do órgão. Os indicados precisam ser sabatinados e aprovados pelo Senado.

Fonte: dcomercio.com.br - 13 de Junho de 2016

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